Um dossiê da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) revela a precariedade do atendimento urológico prestado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), um das realidades citadas é da Santa Casa de Campo Grande. Na última quarta-feira, o presidente da entidade, José Carlos de Almeida, entregou o documento ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Na ocasião, Almeida disse que conseguiu do ministro uma gesto que pode se transformar em mais recursos para a urologia. “Informaram-nos que seria possível a destinação de mais verbas, mas deixaram claro que esta não é uma atribuição apenas do governo federal e que é necessário a atuação conjunta dos gestores municipais e estaduais", afirmou.
Em entrevista a Folha Online, o urologista da Santa Casa de Campo Grande, Alexandre Campos Bom Fim, disse que 80% dos atendimentos urológicos precisam de cirurgias, sendo que grande parte dos equipamentos pertence aos médicos, que os trazem de seus consultórios.
"O médico tem quase que pagar para fazer a cirurgia, agora até o material para fazer a esterilização precisamos comprar. Além disso, muitos médicos são contratados para fazer consultas e não recebem pelas cirurgias", denuncia o urologista.
De acordo com Bom Fim, as longas filas de espera para atendimento, diagnóstico ou tratamento acabam agravando as doenças. "Alguns pacientes entram no hospital com cálculo renal e acabam perdendo o rim", afirmou.
Durante todo o dia a redação do Campo Grande News tentou ouvir o urologista, mas ele não retornou as ligações





