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A DOR DE SER CAMPOGRANDENSE

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Desabafo sobre o sistema de saúde em Campo Grande encaminhado ao Prefeito, Secretário Municipal de Saúde, Deputados e demais autoridades.

Exmo. Sr. Prefeito de Campo Grande, Dr. Nelson Trad Filho.

Por vezes senti orgulho de ter nascido em Campo Grande. Acompanhar o desenvolvimento fantástico que o Dr André Puccinelli fez com Campo Grande em seus oito anos como prefeito ao transformar a cidade visualmente em cada recanto, e por vezes tentar colocar ordem na saúde pública de Campo Grande, tornando esta cidade, modelo de cuidado com o cidadão.

Infelizmente, o corporativismo impediu que na época a Dra Dobashi e o Dr Eugênio fizessem que os médicos permanecessem integralmente nas unidades de saúde, conforme contrato de prestação de serviço e cumprimento ao edital dos concursos. A cada dia que passa é fato a saudade da austeridade, seriedade no trabalho, conhecimento técnico e compromisso com a população que o Dr André fazia uso no tocante a saúde.

Hoje (11/12/2008) presenciei do desrespeito com que a Prefeitura de Campo Grande tem para com o cidadão que é usuário da Saúde Pública. Acompenhi meu sogro para quando ele foi retirar sua medicação de uso contínuo para controle de sua hipertensão arterial na unidade básica de saúde 26 de Agosto - Jair Garcia de Freitas situada na rua Rui Barbosa, 4670, às 11:10, e qual não foi minha surpresa em ver a unidade fechada para almoço.

Esta atitude vai na contramão de todas as ações no sentido de aumentar a adesão a tratamentos com uso de medicamentos de uso contínuo. Ingesta assistida de medicamento, entrega de medicamentos via Correios, revisão de processos para evitar perdas de medicamentos nos almoxarifados ou compras indevidas e implantação de equipes de programa de saúde da família. Essas são algumas das atitudes para melhorar a saúde do cidadão, evitando assim custos posteriores para os cofres do município.

No entanto, é crível a idéia de que o Sr Secretário Municipal de Saúde desconhece que 25% das internações da população acima de 60 anos teve a hipertensão como motivo principal no ano de 2006, e este mesmo agravo é responsável por mais de 31% dos óbitos registrados no município no ano de 2005. É crível a idéia de que o desconhecimento chegue também aos gastos com medicamentos, que superou a casa dos 17 milhões de reais no ano de 2006 no município de Campo Grande. A dificuldade de compreensão da dinâmica da saúde da população abrange ainda a existência de somente 19,3% dos habitantes cadastrados no Programa de Saúde da Família, e 56,3% assistidos pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde. Esses programas ampliam em muito a adesão aos tratamentos de doenças crônicas.

Todos esses dados apontam a necessidade de uma gestão responsável, fazendo todos os esforços para que os pacientes com diagnóstico definido façam uso correto de sua medicação. Para isso, o Governo Federal provê medicamento de qualidade de baixo custo e desenha políticas de gestão de saúde pública copiado por governos de paises como Inglaterra no tocando ao Programa de Saúde da Família. Investimentos em pesquisas de ampliação de adesão a tratamentos também são ações imprescindíveis, como as desenvolvidas pelo Centro de Controle de Doenças e Prevenção, em Atlanta, EUA, e pesquisas desenvolvidas por instituições nacionais como INCA, UNICAMP, UNIFESP, USP, entre outras grandes instituições de grande responsabilidade no intuito de melhorar a saúde do cidadão.

E atitudes como a observada, onde uma unidade de saúde é fechada para almoço, e por vezes os funcionários não dão atenção devida aos pacientes, além de distratos, desrespeito e demonstração de desinteresse pelo estado de saúde do paciente, só levam a uma degradação da saúde do Campo Grandense, e da imagem antes edificada pelo Dr. André Puccinelli, de Campo Grande como um município que realmente zela para saúde, segurança e bem estar dos seus habitantes.

Esta mensagem é uma súplica para que os responsáveis pela gestão de Campo Grande ajam antes que essas mazelas tornem-se uma constante. Por enquanto vivo minha vergonha e dor de ser Campo Grandense, de ver como minha cidade natal distrata seus idosos, distrata seus doentes e segue na contramão da atenção a saúde. Todos os dados aqui apresentados foram retirados do site do Ministério da Saúde (www.datasus.gov.br). Com pesar pela ingerência da saúde em Campo Grande,

Frederico Molina Cohrs
Administrador de Empresas
MBA pela FIA / FEA / USP Mestrando em Saúde Coletiva.

Última atualização ( Dom, 06 de Setembro de 2009 13:14 )  

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Senhor Procurador de Justiça Mauri Ricciotti, 

O Senhor talvez não leu, talvez não goste de ler, pelo que demonstra por suas colocações e inverdades escritas sobre a Gestão da Associação Beneficente de Campo Grande – Santa Casa, em seu artigo do dia 2.2.2008 no Jornal Correio do Estado e no Jornal A Crítica do dia 1.2.2009. Inverdades, contrariadas pelos documentos que estão a vossa disposição nos autos do infeliz processo civil que o senhor ajudou a ajuizar contra nossa Instituição de mais de oitenta anos de existência de bons serviços prestados a comunidade de Campo Grande.